O que uma mãe negra de um filho biológico de pele branca ouve das pessoas ao redor? Assista

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Reprodução / Youtube

Uma pesquisa de pós-doutorado, realizada na Universidade de São Paulo, revelou que 129 anos depois da abolição da escravatura, o preconceito de raça continua bastante disseminado na sociedade brasileira – tão disseminado que se manifesta até mesmo no interior de “famílias inter-raciais”.

Herança do racismo, uma das entrevistas que mais chocou nesse estudo foi a de uma jovem universitária negra, filha de mãe branca. Ela contou que, quando, pequena, sua mãe cantava assim para ela.

“Plantei uma cenoura no quintal / Nasceu uma negrinha de avental / Dança negrinha / Não sei dançar / Pega no chicote, ela dança já. Outra jovem disse que sua mãe, branca, desmanchava os penteados feitos na infância pelas primas porque eles a deixavam “mais negra”.

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Uma mãe negra salientou ainda que parentes de seu marido “branco” as chamavam de babá toda vez que ela aparecia nos encontros de família com o seu filho de pele mais clara. Relatos como esse parecem absurdos, mas são comuns.

Muitos alegam que as piadas não passam de brincadeiras, outros assumidamente usam suas “branquitudes” para materializar um preconceito que está enraizado em nossa sociedade. O fato é que tudo isso precisa acabar.

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Um país que se diz democrático e plural assegura relações de convivência digna e igualitária. Todos nós somos responsáveis pela construção de uma sociedade sem os muros da discriminação.

É o que espera mais uma mãe negra que relata no vídeo abaixo o racismo vivenciado dia após dia ao lado do seu filho de pele clara.

Nota do editor: Eu perguntei à minha amiga Nahama Nunes como estava sendo a experiência da maternidade. A reposta, porém, não foi tipicamente clichê, muito pelo contrário. Além de relatar os momentos únicos que têm vivido, pela graça de ser mãe, Nahama revelou um ponto de vista pouco visto pela sociedade, em geral. O preconceito racial. Assim nasceu a ideia de documentar e compartilhar essa história.  

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