Em três segmentos da TV, veja como os americanos cobrem fenômenos climáticos, como os furacões Harvey e Irma

harvey on today

Reprodução / NBC News

A cobertura jornalística da última temporada de furacões, na América do Norte e no Caribe, chamou a atenção. À parte de toda a tragédia, os canais de televisão acompanharam ininterruptamente todos os fatos que envolveram o Harvey e o Irma, por exemplo.

Houve preocupação de seguir cada passo das tempestades, prever o tamanho da destruição e, ainda, orientar a população sobre como se proteger – diferentemente da imprensa brasileira, que não investe pesado em coberturas sobre eventos climáticos, mesmo durante verões úmidos, quando há um esperado noticiário sobre desmoronamento em bairros, residências em situação de risco.

Nos Estados Unidos, a imprensa tem uma proximidade maior com a comunidade e as redes de televisão têm muito mais recursos para realizar uma cobertura minimamente decente.

É comum as emissoras locais, por exemplo, derrubarem sua programação e acompanharem continuamente o desenrolar de um fato. E quando chega o momento de exibir a programação do horário nobre, que é obrigatória, a cobertura continua na internet, no site oficial da estação ou, até mesmo, no Youtube. 

Com equipamentos mais modernos e precisos na previsão do tempo, as emissoras de Houston passaram a destinar a atenção ao furacão Harvey dias antes. O uso de recursos gráficos para literalmente desenhar a tempestade não foram nada econômicos. Meteorologistas, como é a regra na televisão americana, informaram sobre cada detalhe dos fenômenos climáticos, não deixando dúvida para o telespectador. 

Também durante a exata passagem do furacão, repórteres apareceram ao vivo, explicando exatamente o que estava ocorrendo em vários pontos da área de cobertura da emissora local.

No estúdio, âncoras permaneceram por longas horas orientando o telespectador e, ainda, atualizando as informações das autoridades. Após o pior, a cobertura seguiu com o acompanhamento dos estragos físicos e emocionais, com o foco também nas autoridades. 

Os canais de notícia da TV por assinatura, que rotineiramente focam em política, também dedicaram sua programação à cobertura do Harvey e do Irma. Também sem economizar, equipes inteiras foram deslocadas das bases da CNN em Atlanta e Nova York para os locais de impacto. 

Nos jornais nacionais da manhã e da noite, os âncoras saíram do estúdio para acompanhar de perto a notícia. Com os apresentadores em campo, atrações extras na programação foram criadas para dar a exata dimensão da tragédia. 

No caso do Irma, por exemplo, a NBC exibiu, mais cedo, uma edição especial do tradicional programa matutino Today, que, aos domingos, começa mais tarde e tem um formato diferenciado do dos outros dias da semana. 

Nenhuma rede teve grandes dificuldades técnicas ou de logística. O telespectador viu uma cobertura organizada e extremamente profissional, com reportagens de alta qualidade. Diferentemente das realizadas, há dois anos, na tragédia de Mariana (MG), por exemplo. 

 

 

 

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