A Lei do Amor: entenda como Pedro e Helô perdem brilho e deixam tempero da novela das nove para Mág e Tião

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Foto: Divulgação/TV Globo

Como telespectador de “A Lei do Amor’, fiquei decepcionado com o desenrolar da trama de Pedro (Reinaldo Gianecchini) e Helô (Cláudia Abreu). Os dois, claro, amadureceram desde a primeira fase e se tornaram pessoas diferentes, porém, mantiveram acesa a paixão da juventude.

No entanto, os dois personagens poderiam ter sido trabalhados muito além do trivial e arrebatado meio país, assim como foi com os personagens centrais de ‘Avenida Brasil’, por exemplo.

Até aqui, reta final da trama, não houve sequer momentos de inquestionável necessidade de torcer pelo casal. Não é daquele tipo que você espera todas as noites para assistir, que você aguarda ansiosamente pela primeira noite, pela reconciliação depois de uma briga.  

Talvez um dos problemas seja a química entre os dois e dos dois com o público: Helô não é do tipo “popular”, apesar de solidária; e boa pessoa. Pedro também tem caráter, mas também não é do “povo”; parece, muitas vezes, que não é um protagonista por direito, por força da história.

Se pararmos para pensar, ambos nem são tão fundamentais para o eixo central da novela… Os acontecimentos todos, que giram a história, ocorrem ao redor deles. Outros personagens, como Magnólia (Vera Holtz) e Tião (José Mayer) têm mais tempero que o casal principal. 

O drama de Helô, sobre o pai que morreu porque Mág não a ajudou a tirá-lo da cadeia, não impacta, não comove. Já se passaram décadas para tal reivindicação e isso não foi tão bem explorado no começo da segunda fase. Helô e Mág precisariam ter um laço mais interessante que as unisse, ao passo de que o rancor de uma pela outra fosse em igual proporção. 

Além disso, o mal-entendido que separou Helô e Pedro nos capítulos iniciais foi rapidamente resolvido. Algo um tanto quanto contraditório para uma telenovela que se propõe a ser clássica, em toda a extensão da palavra.

Com isso, o foco foi jogado para a tentativa de Tião em separar os pombinhos por puro orgulho. Helô e ele jamais demonstraram ter qualquer química, nunca o público esteve divido entre o marido e o verdadeiro amor de Helô. 

A escolha foi por apresentar Tião em um vilão completamente desprezível e incapaz de ter qualquer empatia com o público. Portanto, ainda que ele alimente algum sentimento por Helô, as cenas dele com a protagonista se tornam um tanto enfadonhas. 

No entanto, a trama desse mesmo Tião, sozinha, é muito mais interessante. A ligação que ele teve com Mág no passado e as intenções dele no presente chamam atenção porque há um background muito melhor construído e, consequentemente, atraente. 

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