Michel Temer indica ministro da Justiça Alexandre de Moraes para vaga de Teori no STF; entenda por que a decisão é polêmica

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Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O presidente Michel Temer anunciou no início da noite desta segunda-feira (6) a indicação do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para ocupar a cadeira que foi de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF). 

A escolha já havia sido divulgada, mais cedo, pelo jornal O Estado de S. Paulo e causou, esperadamente, impacto no ambiente nacional. Agora, ele será sabatinado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal e, então, submetido a uma votação para confirmá-lo ou não como ministro da mais alta corte do país. 

⇒ Confira, aqui, por que o PSDB protege tanto o governo Temer

Segundo a BandNews, no Congresso Nacional, a expectativa é de que Moraes seja, sim, aprovado porque o governo tem ampla maioria no Senado. O argumento é de que se deve evitar um desgaste político no país. Obviamente, esse é um detalhe contraditório já que o Brasil não vive seus melhores momentos quando o assunto é política. 

Alexandre de Moraes assumiu o cargo logo após a confirmação do impeachment de Dilma Rousseff, com, o até então interino, Temer iniciando o processo de montagem de sua equipe de governo. Já na época a escolha dele para comandar a pasta da Justiça causou polêmica. Moraes tem um histórico envolvendo a Transcooper e repressão policial em São Paulo durante manifestações.

Segundo O Estado de S. Paulo, o nome dele constava como advogado em mais de uma centena de processos envolvendo a cooperativa, que passou por uma investigação sobre corrupção e lavagem de dinheiro, como ligações diretas com o PCC (Primeiro Comando da Capital). 

Ainda como secretário de Segurança Pública do governo Geraldo Alckmin, em São Paulo, Moraes passou por momentos de tensão como o mau gerenciamento da crise que envolveu a ocupação de escolas estaduais por estudantes. 

Além disso, de acordo com o Extra, o ministro, ainda na época de secretário de Segurança, é quem estava no comando quando houve repressão ostensiva da Polícia Militar contra manifestantes durante protestos e atos políticos em 2015.  

O ambiente político no Brasil não está bom, há algum tempo está pior que o normal. O jogo pelo poder nunca esteve tão dinâmico e algumas tomadas de decisões em Brasília são de revelar os mais extremos sentimentos. 

Claro que nós, cidadãos, temos responsabilidade sobre o caminho que o país percorre. Não adianta se eximir porque a maioria das ações realizadas na capital federal se concretizam porque não prestamos atenção e não reagimos, de fato, a elas. 

Enquanto meros cidadãos brasileiros, esperamos, sim, que os representantes tomem as melhores decisões para todos nós. Por mais descrentes e inconformados que estejamos, é natural nutrir uma esperança pela melhora da economia, por um investimento na saúde pública, por maior atenção à educação, por saneamento básico como direito de todos, por ação eficiente da Justiça contra os corruptos. Somos um povo culturalmente de espera… Espera por dias melhores.

Muitos personagens decidem acabar com essa esperança com decisões, no mínimo, incompreensíveis sob a ótica da moralidade. Para se proteger dentro do jogo político, que nem sempre sabemos em sua totalidade em que fase está, os princípios que regem ou deveriam reger um Estado democrático são absolutamente ignorados. 

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