Por que o PSDB protege o governo Temer? Entenda

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Foto: Agência Brasil /Divulgação

Em meio ao caos político instalado em Brasília, é possível que o impossível aconteça. Algumas viradas de jogo são, sim, capazes de ocorrer, independentemente do compromisso com os princípios democráticos. Aliás, qualquer mísero rompimento com eles é motivo de sobra para se preocupar.

Como consequência desse processo que já se arrasta por meses, a notícia de que o PSDB realmente articula junto ao governo uma maneira de garantir a manutenção deste até a eleição de 2018. Isso é de deixar estupefato qualquer brasileiro minimamente informado sobre os últimos acontecimentos em Brasília. 

A situação por si só é muito contraditória, já que meses atrás, foi o partido tucano que começou com a história de cassar a chapa Dilma-Temer ao entrar com um pedido no STF (Supremo Tribunal Federal). Obviamente, a legenda entendia, ali, que ambos estavam comprometidos: era interessantíssimo tê-los fora do caminho. 

Agora, como parte importante para a estabilidade do governo Temer, o discurso do PSDB mudou na mesma proporção que sua influência aumentou no Planalto. A expectativa da legenda é que o atual mandatário máximo do Brasil consiga implementar suas reformas na economia, “estancar a sangria” nas contas públicas e entregar um país “nos trilhos” para o próximo presidente. 

A ideia de que Dilma foi “impichada” por causa das pedaladas, também assinadas por Michel Temer, fica mais moralmente horrorosa. A cada dia, se comprova que a petista foi tirada por politicagem. Ela cometeu erros que foram expressamente usados contra ela em âmbito ético-moral. Isso não foi assimilado por parte do próprio eleitorado da ex-presidente. 

Agora, a estratégia é simples, mas pode funcionar eficientemente. Os aliados querem que mais testemunhas sejam ouvidas. Com isso, o processo, sim, pode ser mais prolongado a ponto de chegar às vésperas das eleições. Eles não contam, porém, com o surgimento de novas informações que poderiam comprometer Temer. É preciso aguardar. 

No final das contas, essa aliança com o PSDB é absolutamente estratégica e só tem mesmo um efeito prático político. Temer não consertou a economia, não estabilizou o ambiente político e, tampouco, caiu nas graças dos brasileiros, nem mesmo na daqueles que votaram pelo impeachment de Dilma. Muito disso, por causa de decisões extremamente equivocadas já no começo de seu governo. 

Um gabinete formado por homens de politicagem, brancos, retrógrados. De fato, um grupo que desconhece, – em um país miscigenado e, por isso, rico culturalmente -, o significado da palavra representatividade.

E como esperar que o país volte a sonhar grande quando os que deveriam realizar esses desejos estão envolvidos em questões de corrupção? Ministros caíram. Outros foram citados em delações da Operação Lava-Jato e permanecem como podem. 

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