Selvajaria cotidiana e explicações que não convencem

“(…) foi colocada no porta-malas do carro (…)” – o melhor lugar do mundo para um ferido ser transportado a um hospital;

“(…) parte do corpo da moradora acabou sendo arrastada pela rua (…)” – erros acontecem e ninguém precisa ser responsabilizado;

“(…) os policiais encontraram Cláudia já baleada no alto do morro (…)” – eximição prévia de culpa pela morte;

“(…) um traficante foi morto e outro foi ferido e preso (…) – tentativa de mostrar algo positivo, aliviando, então, a barra;

“(…) apreenderam quatro pistolas, rádios e drogas na comunidade (…)” – apresentação de resultados e legitimação técnica de efeitos colaterais.

Cláudia da Silva Ferreira, de 38 anos, do Morro da Congonha, no Rio de Janeiro, morreu no domingo, 16 de março, depois de ser baleada durante tiroteio e transportada por policiais militares para um hospital. A viatura, então, foi flagrada pela população com o porta-malas aberto; Cláudia estava pendurada e foi arrastada por metros. Clique e veja a história completa. 

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