Ainda precisamos do Paulistão

O que seria dos pequenos sem o estaduais?

Quando surgiu a ideia de escrever sobre esse início de temporada do futebol brasileiro logo me veio um diabinho no ouvido dizendo que está tudo errado, que está tudo ruim. Passei a refletir mais um pouco sobre a quantas anda a paixão nacional neste 2012 e até me surpreendi. 

Estamos todos (alguns também com a Copa Libertadores) envolvidos com os campeonatos estaduais e volta e meia ressurge a polêmica sobre a real necessidade dessas disputas. 

Os mais novos defendem o fim do estadual em virtude da perda de importância para outras competições. Há ainda quem argumente que é um torneio em que o campeão não é lembrado em dezembro, quando termina a temporada de futebol no Brasil.

Por outro lado, quem acredita nesse tipo de campeonato (geralmente são mais velhos) diz que o campeonato estadual tem tradição, representa a história do futebol nacional. Afirma ainda que o time (grande) não é o campeão, existe uma cobrança sobre isso. 

De fato, os campeonatos estaduais do Brasil têm importância, mas não a mesma de duas, três ou quatro décadas atrás. Efetivamente isso não representa uma depreciação do certame, mas a mudança de postura dos integrantes do mercado do futebol. 

O romantismo era a diretriz maior do futebol nacional e os estaduais representavam a história do clube e manifestava a realidade do povo, causando assim uma identificação com o expectador, por exemplo.

Os jogadores sentiam prazer de jogar pelo time em razão, sobretudo, da afinidade que construíra com a instituição. Entretanto, como nem tudo são flores, o futebol tornou-se mais profissional e o amor pelo clube extinguiu-se. 

O profissionalismo adotado no futebol fez e faz com que clubes, jogadores e demais envolvidos trabalhem em busca de lucro financeiro. Claro, títulos também. Constatação óbvia e correta. Hoje os times querem arrecadar, arrecadar, arrecadar e ganhar títulos. O futebol é de uns tempos para cá mercadológico. Um negócio. 

No meio disso tudo, para não perder o fio da meada, o Paulistão, por exemplo, se tornou um campeonatozinho perto de um Brasileirão ou Libertadores. Se tornou menor em razão dos retornos de mídia e financeiro que possibilita. 

Quando olhado sob a ótica de clubes menores, os campeonatos estaduais continuam a ser ainda muito importantes. São a principal vitrine para o surgimento de novas forças enquanto time, clube ou novos craques da bola.  É isso que faz do futebol brasileiro um celeiro de grandes jogadores. 

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