Fifa critica o Brasil de novo

O ritmo das obras da Copa de 2014 é a principal crítica da Fifa, mas, de acordo com secretário, ainda há tempo. Será?

Jerome  Valcke, secretário-geral da Fifa, criticou mais uma vez o ritmo em que as obras para 2014 estão. De acordo, com ele a Rússia – que vai sediar o mundial em 2017 – está mais adiantada quando o assunto é estádios. O dirigente destacou que o estádio mais problemático é o de São Paulo, cujo qual ainda não saiu do papel. 

Nos últimos meses, as declarações negativas com relação a organização da Copa se intensificaram. Questões de infraestrutura dominam a pauta dos críticos, que apontam para uma vergonha nacional. Muita dessas críticas têm embasamento, são legítimas, mas é chover no molhado não ir no ponto certo.

Em outubro de 2007, quando a Fifa confirmou que o Brasil sediaria o mundial, deveria conhecer as condições em que o país receberia o evento. Sobretudo, a respeito dos estádios, não apresentava – nem apresenta – uma situação digna para acolher as partidas. 

Outro problema grave está relacionado aos transportes. Os brasileiros enfrentaram (e vem enfrentando) uma crise no setor de aviação civil, além de ter uma dificuldade evidente na mobilidade urbana e a insuficiente rede hoteleira. 

As cidades brasileiras não apresentam estrutura suficiente para suportar eventos tão grandes, quanto uma Copa do Mundo. Nem São Paulo tem porte para tal. Talvez essa seja a cidade com mais desafios a superar. 

Valcke, que está em Moscou, disse também que “parece que o Brasil está mais preocupado em ganhar o mundial que em organizá-lo”. De fato, essa afirmação tem um grau considerável de verdade, mas expele uma pequena contradição. 

No início do mês, o secretário da Fifa afirmou que tem conversado com o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e que “está tudo sob controle”. Mas ressaltou que há desafios na acomodação de turistas e nos aeroportos.

Conclui-se que nem tudo está “sob controle” com as declarações na capital russa. A pergunta deveria ser: quanto do projeto inicial o Brasil já cumpriu e quanto custará a mais para cumprir o que está fora de controle?

Em mais esse episódio, a Fifa esquece que ela também faz parte desse imbróglio todo. O estádio paulista seria o Morumbi que não foi aceito por não atender às necessidades da entidade máxima do futebol. Concomitantemente, a explicação da recusa da Fifa também não foi suficiente e, em uma reviravolta, o estádio do Corinthians surgiu como a única alternativa viável. 

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